Reabilitação

Foto: João Marcos Rosa

Resgate e Cuidados

As Harpias resgatadas em comunidades rurais, com ferimentos ou machucadas, passam por um período de reabilitação em recintos adaptados, onde o objetivo é devolvê-las às florestas de origem para deixarem sua contribuição genética à natureza. O IBAMA tem atuação importante no processo de resgate e muitas vezes no início da reabilitação.

Com informações sobre um protocolo de alimentação em cativeiro obtidas a partir da experiência da CRAX (Sociedade de Pesquisa do Manejo e Reprodução da Fauna Silvestres), responsável pela primeira reprodução bem sucedida de Harpias em cativeiro, as reabilitações com indivíduos debilitados tem obtido sucesso em 100% dos casos.

 

Na CRAX, a alimentação é feita visando simular às condições do hábitat da espécie e permitir o desgaste natural do bico.

Recinto

O recinto de reabilitação possui isolamento visual, água e é organizado de forma a possuir diversos poleiros em diferentes alturas para estimular voos altos e distância de deslocamento.

 

Após a verificação de que o indivíduo está apto a se deslocar e a caçar com habilidade, ele será marcado com dispositivos de identificação e monitoramento (anilhas, microchip e rádio-transmissores satélite e VHF). Após ser realizada a biometria, ele é devolvido a natureza.

Foto: João Marcos Rosa

Foto: Leonardo Merçon

Soltura

Em campo, um biólogo treinado pelo projeto acompanhará os primeiros dias de deslocamento do indivíduo para confirmação do sucesso da reabilitação. Durante todo o processo, contamos com o apoio das comunidades dos arredores de onde a ave foi encontrada. O auxilio é prestado desde o resgate, onde eles encontram a ave machucada até o momento da devolução, além dos meses subsequentes com notícias de observações casuais do indivíduo solto.

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Foto: João Marcos Rosa

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