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Foto: Gabriel Bonfa

Gavião-real

Harpia harpyja (Linnaeus, 1758)

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae

Espécie: Harpia harpyja (Linnaeus, 1758)
Nome em Inglês: Harpy Eagle

Outros Nomes: gavião-real, harpia, uiraçu, gavião-pega-nenê

Status de Conservação Nacional

 Vulnerável (VU)  - ICMBio 2018

Status de Conservação Mundial

 Quase Ameaçada (NT)  - IUCN 2019

Características

O gavião-real pode atingir cerca de 1,05 m de comprimento total do corpo e 2,1 m de uma ponta a outra das asas. O adulto pode pesar de 3,5 a 4,5 kg (machos) e de 5,5 a 7 kg (fêmeas). Podendo assim, ser considerada a maior águia das Américas, e consequentemente, a maior ave de rapina do Brasil.

 

Quando adulto, a cabeça torna-se cinza e apresenta duas penas mais longas no penacho, assim como uma faixa de penas pretas no pescoço. A cabeça, lados do pescoço e garganta são cinza-claro, dorso e parte superior das asas são pretos, não há dimorfismo sexual quanto a coloração. O jovem apresenta uma plumagem clara, que varia do do branco ao cinza claro, levando de cerca de 5-7 anos para atingir a plumagem adulta. Tem vários cantos, é um deles assobio, forte e que pode ser escutado a cerca 300 metros.

Foto: Carlos Tuyama

Dieta

Com seu bico robusto e suas garras que podem chegar a medir 10 cm no hálux (primeiro dedo da garra, o maior deles), o gavião-real pode caçar preguiças, primatas, porco espinho, coatis, tamanduás, além de filhotes de grandes mamiferos como veados e caititu, e dependendo da região ainda tatus e aves (AGUIAR-SILVA et al. 2014 e 2015).

Foto: João Marcos Rosa

Reprodução

Os ninhos, em formato de plataforma, consitem em pilhas de galhos nas forquilhas das árvores emergentes (que são altas e se destacam em meio às outras), como castanheiras, samaumeiras, jequitibás-rosa e imbiruçus. O casal recompõe e retoca o ninho a cada vez que o utiliza, geralmente a cada 2-3 anos.

 

A fêmea põe 2 ovos brancos, geralmente entre setembro e dezembro na Amazônia, alguns casais na metade do ano, na natureza pesam em torno de 120-150 g, são incubados num período de aproximadamente 56 dias.

 

Normalmente apenas um filhote sobrevive devido ao "cainismo" (hábito comum entre os rapinantes, onde o filhote mais forte mata o mais fraco). O filhote ainda levará cerca de 5 meses para iniciar os voos, e de 5 a 7 anos para se tornar adulto. Dessa forma, a jovem harpia ainda continua dependente dos cuidados dos pais por um ano e meio a dois anos e meio.

Foto: João Marcos Rosa

Distribuição e Habitat

O gavião-real habita as extensas florestas de baixada e de altitude de até 2000 m. Embora, possa ocorrer em pequenos fragmentos, que tenham boa disponibilidade de presas.

 

É uma ave de hábitos bem discretos. Normalmente pousa entre as folhagens, e raramente voa acima do dossel ou em áreas abertas.

Sua ocorrência original era ampla, desde o sul do México à Bolivia, nordeste da Argentina e grande parte do território brasileiro. Sendo no Brasil, encontrada em grandes regiões florestais remotas, como a Amazônia, ou áreas protegidas da Mata Atlântica. Também possui registros no Cerrado e Pantanal.

Mapa baseado nos dados da BirdLife 2019

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Referências

- AGUIAR-SILVA, F.H., T.M. SANAIOTTI, B.B. da LUZ. (2014). Food Habits of the Harpy Eagle, a Top Predator from the Amazonian Rainforest Canopy. Journal of Raptor Research 48(1):24-35.

 

- AGUIAR-SILVA, F.H., T.G. JUNQUEIRA, T.M. SANAIOTTI, V.Y. GUIMARÃES, P.V.C. MATHIAS, C.V. MENDONÇA. (2015). Resource availability and diet in Harpy Eagle breeding territories on the Xingu River, Brazilian Amazon. Brazilian Journal of Biology, 75(3):S181-S189.

 

- BIRDLIFE INTERNATIONAL (2017). Harpia harpyja. The IUCN Red List of Threatened Species 2017. Disponível em: < https://www.iucnredlist.org/species/22695998/117357127 >. Asso em 12 de Agot de 2019.

 

- FERGUSON-LEES, J., D.A.CHRISTIE. (2001). Raptors of the World. Houghton Mifflin Company.

 

- ICMBIO (2018). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume III – Aves. 1ª Ed. Brasília, DF: ICMBio/MMA.

 

- SICK, H. (2001). Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira: Rio de Janeiro.

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